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sábado, 10 de julho de 2010

É tudo uma questão de gosto...

Moda.
Algo definitivamente essencial. 
É ela quem diz como você deve se vestir, porém não é autoritária, mas flexível. 
Vê-se pelos diferentes estilos soltos por aí.
Moda é a arte de tornar visíveis idéias e sentimentos. 
Os grandes estilistas são de fato magos. 
Interessante é perceber que alguns tem um "Q" de magia que acaba se tornando marca registrada de suas obras, fazendo com que estas sejam reconhecidas num rápido olhar, mesmo anos após sua morte.
Temos a oportunidade de conhecer não a glória e fama, mas o começo de um dos maiores nomes da moda. Uma mulher, uma 'Princesa Isabel' da moda, unica e adorada por muitos até hoje.

                                                                      Coco Chanel

O filme mostra a vida de Chanel antes de se tornar o maior nome na moda (na minha opinião e de muitos outros).
Os primeiros minutos do filme mostram um par de olhos infantis contemplando o céu. Pode parecer vazio, mas o cinema francês tem a capacidade de captar detalhes - como dois escuros e ávidos observadores olhos infantis - e torna-los mágicos. 
Aquele  olhar prevalece durante todo o filme e dá um vislumbre da personalidade de sua dona. 
Chanel não era fria, apenas reservada, introspectiva; pensava rápido, muito rápido, tinha sempre uma boa resposta na ponta da língua para qualquer um. 
Incrível é notar ao decorrer do filme que Chanel objetava por uma vida de fama, mas não pretendia chegar lá por meio de linha e agulha. Muito pelo contrário. Apesar de 'levar jeito pra coisa', ela queria o glamour dos palcos.


Audrey é definitivamente uma excelente atriz e Anne uma excelente diretora, parece que as duas se deram muito bem trabalhando juntas. Audrey deu um ar de mistério e uma postura condizentes com a personagem do começo ao fim. Já Anne teve toda a delicadeza e a maestria de captar cada detalhe que - apesar de em algumas cenas, parecer desnecessário - acabava por se tornar indispensável. A fotografia não foi tão explorada,
mas usada de tal forma que enriquecia e destacava o necessário; nem mais, nem menos. Audrey teve em sua companhia o senhor Benoít interpretando Balsan, exímio homem odioso porém amável; ator de talento impecável. Incrível como eles se completavam em cena.



Um filme que DEVE ser assistido em silêncio com toda a atenção que merece. Para todas as idades; para todos os gostos.


  • título original:Coco Avant Chanel
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 45 min
  • ano de lançamento:2009
  • distribuidora:Warner Bros.
  • direção: Anne Fontaine
  • roteiro:Camille Fontaine e Anne Fontaine, baseado em livro de Edmonde Charles-Roux
  • produção:Caroline Benjo, Philippe Carcassone e Carole Scotta
  • música:Alexandre Desplat
  • fotografia:Christophe Beaucarne
  • figurino:Catherine Leterrier
  • edição:Luc Barnier
  • atores: Audrey Tautou , Benoît Poelvoorde , Alessandro Nivola , Marie Gillain , Emanuelle Devos




Sinopse:Quando criança Gabrielle (Audrey Tautou) é deixada, junto com a irmã Adrienne (Marie Gillain), em um orfanato. Ao crescer ela divide seu tempo como cantora de cabaré e costureira, fazendo bainha nos fundos da alfaiataria de uma pequena cidade. Até que ela recebe o apoio de Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que passa a ser seu protetor. Recusando-se a ser a esposa de alguém, até mesmo de seu amado Arthur Capel (Alessandro Nivola), ela revoluciona a moda ao passar a se vestir costumeiramente com as roupas de homem, abolindo os espartilhos e adereços exagerados típicos da época.


site oficialhttp://www.cocoantesdechanel.com.br/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O LUGAR MAIS FELIZ DA TERRA

Em Orlando, nos EUA, está um parque que é sonho de muita gente. Não falamos da Disney World, mas sim do parque Universal Studios Hollywood. Este é, na verdade, o estúdio da Universal que também trás muitas atrações para os visitantes.
A mais nova atração do parque Universal Studios Hollywood é o do gorila mais famoso do cinema, King Kong. O espetáculo "King Kong 360 3D" abriu suas portas ao público no dia 1º de julho e faz parte do tradicional percurso turístico pelos cenários de gravação dos estúdios Universal de Hollywood.
"O genial da atração de King Kong é que não se parece com nada que tenha sido experimentado antes, não pode ser descrito porque aguça todos os sentidos, é movimento, é cheiro, é visão, é som, é tudo", disse Jackson, diretor do filme "King Kong" (2005), em uma gravação projetada em 3D no ato de inauguração.
"É a primeira vez que você está dentro de uma história em 3D, é intenso, é paralisante", comentou o presidente da Universal Studios Hollywood, Larry Kurzweil.
O espetáculo acontece em um recinto fechado e escuro onde entra o bonde com os turistas, que ouvem de Peter Jackson o pedido em vídeo para que ponham os óculos especiais para desfrutar do 3D. O veículo fica estacionado entre duas imensas telas curvas de mais de 12 m nas quais aparecem vários tiranossauros de 10 m de altura que tentam atacar os turistas.
Um King Kong de mais de 7 m chega para salvar os visitantes e enfrenta os répteis pré-históricos em uma batalha que dura cerca de dois minutos. Com o objetivo de dar maior realismo à ação, os bondes são sacudidos, atingidos por golpes de ar e molhados ligeiramente, tudo acompanhado pelos rugidos das ferozes animais.
"Nunca tive uma experiência assim com King Kong, eu pensava que estava me movimentando, mas quando saí estava no mesmo lugar. É 3D e tudo está passando a seu redor, sinto o coração palpitando", disse a locutora de rádio Raquel Córdova.
"King Kong 360 3-D" teve um custo de US$ 100 milhões. Os gerentes do Universal Studios Hollywood seguirão investindo na ampliação de suas instalações em 13,5 mil m² onde localizarão, entre outras coisas, uma montanha-russa dedicada aos personagens de "Transformers" (2007).
Abaixo, você conhece mais algumas atrações baseadas em sucessos do cinema.

Exterminador do Futuro
Trata-se de um filme em 3D, incluindo bonecos animatrônicos, atores e efeitos especiais impressionantes que conduzem os visitantes para dentro de uma seqüência do famoso filme de James Cameron.

Pica-Pau
É uma pequena montanha-russa para crianças.

Homens de Preto
Em "Men in Black Alien Attack" os visitantes de Universal Studios são convidados a fazerem parte de uma aventura interativa na qual deverão exterminar alienígenas. O Agent J (Will Smith) convida o visitante a recrutar-se no MIB, sendo que durante a sua missão você será conduzido por um veículo altamente sofisticado equipado com pistolas lasers que deverá utilizar para acertar terroristas intergaláticos que pretendem dominar o nosso planeta.


SIMPSONS
The Simpsons Ride é um simulador inaugurado em 2008. A estória da atração baseia-se numa visita dos Simpsons ao parque Krustyland. Logo durante o pré-show da atração - nota-se tratar-se de um parque muito mal elaborado de propriedade do famoso Krusty - o palhaço. O veículo/simulador conduz o visitante ao longo das mais variadas e emocionantes situações.


TUBARÃO
Outra atração clássica da Universal Orlando baseada no filme "Tubarão" de Steven Spielberg onde os do parque são convidados a subirem a bordo de um bote que irá conduzí-los a um passeio pelas águas aonde se esconde o personagem principal da atração. Durante os 05 (cinco) minutos deste passeio o visitante irá levar vários sustos, pois nunca se sabe de onde o tubarão pode aparecer. Os efeitos especiais utilizados são sensacionais, inúmeras explosões, tiros e principalmente muito suspense.



Os Irmãos do Blues
Trata-se de um show apresentado por atores/músicos que interpretam os personagens Jack e Elwood do filme "The Blues Brothers". Durante o show você ouvirá muito blues - os atores cantam e tocam saxofone - e algumas coreografias. Os atores também interagem com o público.

TWISTER
Atração baseada no filme de mesmo nome. Twister é uma atração impressionante que leva os visitantes para dentro do filme de mesmo nome estrelado por Bill Paxton e Helen Hunt. O pré-show da atração é um espetáculo a parte, enquanto você aguarda assiste a vários videos sobre furacões, posteriormente ingressará em uma área muito bem decorada que se assemelha a uma moradia antiga e finalmente será conduzido até um teatro onde experimentará os terríveis efeitos causados por um furacão. Como não poderia deixar de ser você verá um tornado formando-se dentro do teatro na frente dos seus olhos. A atração é muito bem elaborada.

SHREK
Shrek 4-D é uma atração que mistura um filme de animação em 3D com efeitos especiais espetaculares que transportam os visitantes para dentro de um aventura com todos os personagens de Shrek.

domingo, 4 de julho de 2010

SUCESSO INTELIGENTE

Conhecido por sua versatilidade e competência no cinema, TV e teatro, o diretor alemão Mike Nichols construiu uma carreira consolidada com obras recheadas de assuntos relevantes. Pelo conjunto de seus projetos, Nichols recebeu o 38º American Film Institute Achievement Award, um dos mais importantes prêmios cinematográficos dos EUA.

Em mais de 50 anos de carreira, Mike Nichols fez sucesso primeiro como comediante e depois como diretor no teatro e no cinema. Dirigiu poucos filmes, mas de gêneros diversos: comédias singelas ou alegóricas, dramas sociais, tragédias pessoais, romances realistas ou viscerais. Levou para as telas textos de diversos autores, por vezes antagônicos. Em comum, o estilo do diretor: maduro, sem deixar de ser moderno; contundente, sem perder a elegância.

Michael Igor Peschkowsky nasceu em Berlim, em 6 de novembro de 1931,filho de judeus intelectuais. A casa era um lugar de discussão de idéias, um motivo a mais para que a família fugisse da Alemanha pouco antes da Segunda Guerra Mundial. OS Peschkowsky chegaram aos Estados Unidos em 1939. O pai de Mike morreu quatro anos depois. Obrigado a trabalhar desde cedo, o futuro diretor batalhou para conseguir bolsas de estudos, que o levaram à Universidade de Chicago.

Logo nos primeiros anos de vida acadêmica, Mike se desencantou com a universidade e foi viver sua verdadeira paixão, o teatro. Mudou-se para Nova York para estudar com Lee Strasberg e depois voltou para Chicago para se unir a um grupo de atores chamado Compass Players. No grupo, trabalhou com Alan Arkin, Barbara Harris, Roger Bowen, Paul Sills e Edward Asner.

A parceria mais importante, porém, se deu com Elaine May, com quem Mike criou uma dupla famosa entre 1956 e 1961. Juntos, May e Nichols mudaram o panorama da comédia nos Estados Unidos, apresentando-se por todo o país - no palco, no rádio e na TV.

Em 1963, Nichols optou pela direção no teatro e estreou com a peça de Neil Simon Descalços no Parque (Barefoot in the Park). O sucesso foi tão grande que a peça ficou em cartaz até 1967, totalizando 1 530 apresentações. A direção desse e de outros espetáculos bem-sucedidos lhe abriu as portas do cinema.

A estréia veio com a adaptação para as telas de uma peça teatral: Quem tem Medo de Virginia Woolf? (Who’s Afraid of Virginia Woolf?, 1966). O filme teve nada menos do que 13 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor. Levou cinco: melhor atriz (Elizabeth Taylor), melhor atriz coadjuvante (Sandy Dennis), melhor direção de arte (preto e branco), melhor fotografia (preto e branco) e melhor figurino.

O Oscar para Nichols viria já no segundo filme, A Primeira Noite de Um Homem. O impacto da produção foi impressionante. Baseado em um livro pouco expressivo de Charles Webb, o filme de Nichols virou um ícone dos anos 1960. "Na pré-estréia de A Primeira Noite de Um Homem, as pessoas ficaram de pé nos últimos cinco minutos, gritando eufóricas e empolgadas. Quase desmaiei com a reação, com a leitura que fizeram do filme", conta o diretor.

No entanto, as produções seguintes de Nichols não foram bem recebidas. E a carreira de Mike Nichols entrou em crise. Nichols só voltaria a fazer as pazes com a telona com Silkwood – O Retrato de Uma Coragem (Silkwood, 1983), estrelado por Meryl Streep. O filme foi indicado a cinco Oscar, incluindo melhor diretor.

E foi assim por toda a carreira de Mike Nichols – alternado entre sucessos e fracassos de bilheteria. Mas o talento de um diretor não pode ser medido dessa forma. Os filmes de Nichols conseguem capturar emoções de forma bastante precisa e inteligente. Não é a toa que seu maior sucesso, A Primeira Noite de um Homem, seja considerado um retrato dos anos 60.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O NOVO ROBIN HOOD

O diretor Ridley Scott, do alto de suas sete décadas de existência, cinco delas dedicadas ao cinema, já deu inúmeras provas de que grandes filmes começam com grandes histórias. O diretor é o responsável por dois dos maiores clássicos modernos de Hollywood: “Alien, o Oitavo Passageiro”, de 1979, e aquele que foi reconhecidamente seu maior êxito, “Gladiador”, de 2000. Recentemente, Scott voltou a fazer o que mais gosta: filmar roteiros épicos. Dessa vez, o diretor escolheu um dos personagens mais conhecidos e queridos da literatura mundial: Robin Hood.

Ridley Scott encontrou um instante turbulento da história da Inglaterra – o fim do século XII, quando o rei, Ricardo Coração de Leão, estava ausente havia dez anos nas Cruzadas e o reino atravessava toda sorte de convulsão – um momento real que poderia ter provocado o surgimento do bom ladrão Robin Hood no condado de Nortingham. Nesse período, a rainha mãe, a formidável Eleonor de Aquitânia (no filme, interpretada por Eileen Atkins), havia até ali segurado as pontas como regente. Mas, ao morrer o rei, teve de transmitir o cetro a seu caçula, o fracote e despreparado John (interpretado por Oscar Isaac) que é manipulado pelo traidor Sir Godfrey (Mark Strong).

O curioso está no enfoque que o diretor dá a uma história tão conhecida como a do ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres: Ridley Scott puxa dela um fio que a torna quase irreconhecível. Robin agora é um arqueiro no exército de Ricardo Coração de Leão. Com a morte do rei, ele volta para a Inglaterra e assume a identidade de um cavaleiro morto em batalha, Robert Loxley. Isso o leva a conhecer o pai deste, Walter (o sueco Max von Sydow, em um de seus melhores papéis nos últimos anos), que lhe pede para continuar a se passar por seu filho. Isso porque se o Xerife de Nottingham (Matthew Macfadyen) descobrir que Sir Robert morreu, todas as suas terras voltarão para a coroa. Para todos os efeitos, então, a partir do momento em que chega a Nottinhgam, Robin deixa de ser Robin; passa a ser Robert Loxley, senhor de uma vasta porção de terras e marido da bela Lady Marian (Cate Blanchett).

Até aí nada que se pareça com o Robin Hood que nós conhecemos. Na verdade, o filme mostra o Robin fazendo apenas um roubo na estrada. Ao motivo é que o filme tenta focar acontecimentos que culminaram na criação do mito Robin Hood. Se a opção do cineasta e o trabalho do roteirista causam certo estranhamento no início da exibição do filme, logo percebemos que a narrativa tornou-se bem realista e divertida.

O elenco de estrelas garante a qualidade do longa. Russel Crowe, tem ótima atuação e consegue cumprir bem seu papel de herói virtuoso. Cate Blanchett, como sempre, tem uma atuação maravilhosa, dando destaque a personagem que originalmente não receberia muito destaque na trama (embora tenha um aparecimento bizarro na batalha no final do filme).
 
Entre os coadjuvantes, o veterano Max Von Sydow dá um show à parte. Depois de uma incrível interpretação como o vilão de Sherlock Holmes (2009), Mark Strong vem se firmando como um ator especialista em vilões aos quais adoramos odiar. Mas o maior destaque sem duvida é do ator Danny Huston, que interpretou o Rei Ricardo, que apesar da curtíssima aparição, consegue ser mais profundo do que muitos personagens do longa.

Com relação à parte técnica do filme, é um fato que Ridley Scott sabe comandar épicos como ninguém. Utilizando muito bem as paisagens da Inglaterra, o cineasta em colaboração com seu diretor de fotografia John Mathieson nos mostram imagens de tirar o fôlego das belezas naturais inglesas, além de usar tais recursos dentro das cenas de batalha.

Um defeito do roteiro é a desvalorização de ótimos personagens, principalmente os companheiros de Robin Hood como o pequeno John e Will Escartate. O filme simplesmente rouba a importância que esses personagens têm nos contos. Basta notar que quase não há diálogos entre o herói e seus companheiros ou com qualquer outro plebeu na Inglaterra. O único personagem a ter mais destaque foi o divertido Frei Tuck (Mark Addy).

Apesar de não chegar aos pés dos filmes citados no inicio, Robin Hood é um bom filme. E para aqueles que gostam do personagem, a boa notícia é que o diretor já pensa em uma seqüência. A má noticia é que o personagem não será novamente retratado como o ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres. Se o filme ganhar uma continuação, Robin Hood, a exemplo desse filme, terá um papel decisivo na história forçando o rei John a assinar a Magna Carta, o que na verdade ele fez, em 1215, para aplacar uma nação à beira da guerra civil.
 
Robin Hood (Nottingham, 2010)
Gênero: Ação
Duração: 131min

Estréia: EUA-Brasil - 14 de maio de 2010
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Ridley Scott

ELENCO
Russell Crowe (Robin Hood)
Cate Blanchett (Lady Marian)
Mark Strong (Sir Godfrey)
Oscar Isaac (King John of England)
Mark Lewis Jones (Thomas Longstride)
Mark Addy (Friar Tuck)
William Hurt (William Marshal)
Danny Huston (King Richard the Lionheart)
Eileen Atkins (Eleanor of Aquitaine)
Max von Sydow (Sir Walter Loxley)










quinta-feira, 17 de junho de 2010

AS NOVAS AVENTURAS DE ALICE

Não surpreende que Alice no País das Maravilhas seja uma das histórias prediletas de Tim Burton, o diretor de Edward Mãos de Tesoura e A Fantástica Fábrica de Chocolate: Burton construiu toda uma carreira sobre as dores e frustrações causadas pelos sentimentos de inadequação - os de seus personagens e também os seus. Inadequação é sem dúvida um sentimento que a personagem principal da história de Lewis Carroll desfruta: Alice não consegue ficar à vontade nem no mundo que tem de habitar, nem no mundo criado por sua imaginação.

A nova adaptação do livro não decepciona nos efeitos visuais. A imaginação visual de Burton, sua maior assinatura e melhor recomendação, atinge aqui um pico febril. Cada cena é uma explosão de cores, mas elas freqüentemente adquirem tons góticos. O diretor se preocupou com cada pequeno detalhe que está em tela, que pode ser evidenciado, por exemplo, na precisa caracterização de cada personagem do longa.

Apesar disso, os fãs do livro notaram que alguns personagens foram adulterados sem que se identifique uma boa razão para tal: a Rainha de Copas, por exemplo, mantém sua personalidade, mas é chamada aqui de Rainha Vermelha, uma personagem bem diferente e que só existe em Através do Espelho, a seqüência de País das Maravilhas publicada em 1871. O motivo parece ser a necessidade de contrapô-Ia à meiga Rainha Branca, que no filme é sua irmã e rival - Vermelha (Helena Bonham Carter) usurpou o trono de Branca (Anne Hathaway), e Alice é quem vai ter de comandar as forças do bem em uma guerra para derrubar a tirana e seus asseclas maléficos. Forças do bem? Guerra? A certa altura, Alice no País das Maravilhas, ícone da literatura em favor do humor perturbado e sem sentido promulgado em uma era que se inebriara do racionalismo, sai de vez do seu curso e vira uma fantasia medieval com batalhas, espadas e armaduras. Vira, enfim, uma tentativa desanimada, sem alma nem convicção de emular sucessos da fantasia como O Senhor dos Anéis (em alguns momentos parece que Burton praticamente copiou uma seqüência inteira de “O Retorno do Rei”) e de animar o público em torno de um protagonista incumbido de uma missão messiânica.
 
Se há dois sintomas claros de que esta Alice passou por um processo de desnaturação, porém, eles estão, primeiro, na figura triste em que o originalmente insolente Chapeleiro Maluco se transformou: quando Johnny Depp está em cena, o filme transpira o que de fato gostaria de ser – mais uma história em que Depp assume o lugar de alter ego trágico do diretor. Ainda assim, é impossível não destacar o seu talento – Johnny Depp está mais uma vez espetacular, mostrando impressionante desenvoltura para personagens ímpares.

O segundo e mais grave sintoma está na alteração ostensiva da protagonista, de uma menina de 10 anos para uma jovem de 19, indignada com a idéia de ter de se casar com um aristocrata tolo. O diretor e a roteirista Linda Woolverton se jogam em uma outra armadilha: transformam enredo em uma história de superação e de celebração do Girl Power. Talvez por isso, a atriz Mia Wasikowska, que interpreta Alice, foi bastante criticada. No entanto, ela tem-se mostrado uma atriz de bom senso inato, capaz de fazer sempre a escolha mais sólida em cada situação em que é lançada. É provável que fosse uma excelente Alice - se algo de Alice houvesse restado nesta versão ao mesmo tempo tão maravilhosa e, ao mesmo tempo, tão tímida de Tím Burton.

Entretanto, quem robou a cena neste filme foi Helena Bonham Carter, divertidíssima como a carismática Rainha Vermelha, cuja tirania é justificada por sua carência afetiva. A cabeçuda rainha vermelha não estava apenas presente, mas tornou-se responsável por quase todas as cenas marcantessno filme, desde os momentos cômicos até os momentos decisivos na obra.

O elenco também conta com Anne Hathaway (“Idas e Vindas do Amor”), que aparece um pouco artificial, mas também agrada.

Apesar dos pontos fracos, Alice no País das Maravilhas é um bom filme, produzido por ótimos profissionais e vale a pena assistir.

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010)
Gênero: Fantasia
Duração: 108min
Origem: EUA
Estréia: EUA - 5 de março de 2010
Estréia: Brasil - 23 de abril de 2010
Estúdio: Walt Disney Pictures
Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton

Elenco
Mia Wasikowska (Alice Kingsley)
Johnny Depp (Chapeleiro Louco)
Matt Lucas (Tweedle-Dee e Tweedle-Dum)
Anne Hathaway (Rainha Branca)
Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha)
Crispin Glover (Valete de Copas)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

REMAKES: UM PRESENTE DE GREGO

Que presente você daria para seu maior herói? Aí está uma pergunta difícil. É complicada a missão de homenagear aquela pessoa que foi sua referencia na juventude. Mas Hollywood decidiu dar aos maiores personagens da história do cinema um presente desprezível: remakes de suas obras.
Um remake é uma regravação de algo que já foi feito antes, mesmo que sua história seja modificada. Até certo ponto, a idéia não é ruim, pois alguns filmes antigos tinham um ótimo roteiro, mas não possuíam bons efeitos especiais. Portanto, na teoria um remake é uma coisa boa, pois serviria para aprimorar a qualidade dos efeitos especiais ou para corrigir um problema original de divulgação do filme que o fez não ter o sucesso que ele merecia. Mas, muitos estúdios estão fazendo remakes de obras perfeitas. O motivo é bem óbvio: obras-primas são raras e sucessos que voltam a tona lotam os cinemas. O problema é que a qualidade dos remakes dificilmente supera a dos originais.
Um exemplo bem recente disso é o filme Fúria de Titãs que reconta em 3D a história do filme de 1981. Nos EUA, o filme é considerado um sucesso de bilheteria. Antes mesmo de chegar ao Brasil havia arrecadado 388 milhões de dólares, levando a Warner Bros. A planejar o lançamento de “Fúria de Titãs 2 na primavera americana de 2012. Mas, apesar dos efeitos especiais encherem os olhos, os fãs ficaram decepcionados com o enredo. A história básica é a mesma: o semi-deus Perseu (Sam Worthington), filho de Zeus (Liam Neeson), enfrenta demônios e bestas para salvar a bela Princesa Andrômeda (Alexa Davalos). O problema é que capricharam muito nos efeitos especiais e nas batalhas, mas não deram muita importância aos personagens. Perseu não é mais aquele personagem romântico e cativante; acabou ficando arrogante e prepotente. A Princesa Andrômeda pouco apareceu no filme e os guerreiros que acompanhavam Perseu tiveram fraca participação.
E é dessa forma que Hollywood vai sobrevivendo: com sucessos nas bilheterias e fiascos nas críticas, com filmes que lucram bilhões e decepcionam milhões. O próximo remake, que estréia em 27 de agosto no Brasil, é Karatê Kid, estrelado por Jackie Chan (A hora do rush) e Jaden Smith (filho de Will Smith) e dirigido por Harald Zwart (A pantera cor de rosa 2). Só nos resta esperar e torcer que ele entre para a pequena lista de remakes que agradaram a gregos e troianos.

Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010)

Gênero: Ação
Origem: EUA
Estréia: EUA - 2 de abril de 2010
Estréia: Brasil - 21 de maio de 2010
Estúdio: Warner Bros.

Elenco
Sam Worthington (Perseus)
Liam Neeson (Zeus)
Ralph Fiennes (Hades)
Gemma Arterton (Io)
Izabella Miko (Athena)
Mads Mikkelsen (Draco)
Alexa Davalos (Andromeda)

 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

FICÇÃO CIENTÍFICA PARA TODOS OS GOSTOS

Dois dos filmes de ficção científica mais importantes de 2009 custaram, juntos, 10 vezes menos que o novo Star Trek. E mais importante: estiveram entre as produções mais celebradas no Sundance, o maior festival de filmes independentes do mundo, em 2008 e 2009. Nada mal para um gênero que raramente sai do mundo de altos orçamentos (e de mesmice) dos grandes estúdios. O mais recente deles é Moon ("Lua"). Trata-se de um thriller psicológico em que um homem isolado há 3 anos na Lua acaba encontrando outra pessoa ali: ele mesmo. Um filme tão inteligente quanto barato, com orçamento de US$ 5 milhões. O de 2008 é Sleep Dealer ("Traficante de Sono"): ali, mexicanos fazem trabalhos braçais nos EUA sem atravessar a fronteira: emprestam sua consciência para robôs via rede. Em suma, um filme mais cerebral e outro mais pé no chão, mas que, cada um à sua maneira, trazem uma lufada de ar fresco ao gênero que já produziu clássicos como estes aqui embaixo.


terça-feira, 25 de maio de 2010

É DE CAIR O QUEIXO

Abaixo tem dois videos que deixam qualquer um de boca aberta. O primeiro mostra um desenho (com boa medida de perfeição) da Mona Lisa feita no Paint. É simplesmente incrível. E se gostar, nos "videos relacionados" você encontrará muitos outros desenhos fantásticos feitos da mesma forma.





O segundo vídeo não é menos surpreendente. A maior parte das crianças já brincaram de Lego. Agora fazer sculturas com esse brinquedo é algo muito difícil. Agora, transformar essa tarefa num vídeo de stop motion com bonequinhos é uma tarefa quase impossível. Pois David Gunstensen conseguiu e o vídeo é incrível.


domingo, 23 de maio de 2010

POLÊMICA NO CINEMA

Em sua grande maioria, as histórias nos filmes são ficções, o que é uma coisa boa, afinal de contas nós queremos assistir um filme para nos divertir. Mas, devido a sua popularidade, o cinema tem a obrigação de criar obras que façam as pessoas analisarem de forma crítica o sistema. O problema é que esse tipo de filme é raro, deixando indignados diretores que tem uma visão mais idealista sobre o cinema. Entre eles está o ganhador de três Oscar’s Oliver Stone, que recentemente fez críticas a diretores de cinema que fazem grandes filmes, mas sem "mensagens e valores". O cineasta, que preferiu não dar nomes, disse que há "diretores fabulosos" que "estão completamente pervertidos em termos históricos". Por isso, afirmou, o resultado dos filmes é "horrível", mesmo tendo recebido indicações ao Oscar.

De fato, Oliver Stone sempre deixou claro sua opinião, principalmente em seus filmes que sempre pautaram a uma boa controvérsia. Ótimos exemplos disso são os filmes JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar (JFK, 1991), Nixon (Nixon, 1995) e agora W. (W. 2008), uma crônica dramatizada sobre a personalidade e o governo de George W. Bush. Oliver Stone dedicou grande parte de seu cinema a figuras influentes e momentos polêmicos da história, americana ou não. Essa tendência engloba desde o amigo Fidel Castro – nos documentários Comandante (2003) e Looking for Fidel (2004) - até um ícone do rock, como Jim Morrison, em The Doors (1991). Mas nenhum tema ocupou tanto suas idéias como a Guerra do Vietnã, visitada na trilogia composta de Platoon (Platoon, 1986), Nascido em 4 de Julho (Born on the Fourth of July, 1989) e Entre o Céu e a Terra (Heaven &Earth, 1993). O próprio Stone – nascido em Nova York em 15 de setembro de 1946 - em 1967 largou a Universidade de Yale, onde estudava artes, para se alistar e lutar nas trincheiras próximas à fronteira com o Camboja. Foi ferido e condecorado. Até esse momento, sua trajetória parecia com a do novato e idealista soldado Chris Taylor, o protagonista de Platoon, inclusive no que diz respeito a fumar maconha, hábito que levaria o diretor a ser detido e preso no México aos 21 anos e ainda hoje lhe cria situações embaraçosas com a polícia.

No retorno aos Estados Unidos, Stone estudou cinema na New York University, onde foi colega de nomes como Martin Scorsese. Nesse período, realizou seu primeiro curta-metragem, Last 1 Year in Viet Nam (1971), trabalho de estudante, mas que já apontava seus interesses. Três anos depois, Stone começa a rodar seus primeiros filmes, além de trabalhar como roteirista para outros diretores. Antes mesmo de se afirmar na direção, ganhou o primeiro Oscar pelo roteiro de O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express, 1978), de Alan Parker. O prêmio impulsionou sua carreira, mas Stone teve de hipotecar a casa e contar com a ajuda de um produtor britânico para alavancar sua primeira produção de calibre como diretor. Salvador - O Martírio de um Povo (Salvador, 1986) abordava a ditadura em El Salvador visto pelos olhos de um jornalista (James Woods). A fita inaugurou a vertente política do cinema de Stone, quase sempre pautado por buscar fatos novos e reveladores acerca de momentos e personagens históricos. Platoon, o filme seguinte, elevou Stone ao primeiro time dos realizadores americanos e lhe rendeu o primeiro Oscar como diretor. A produção de inspiração autobiográfica unia qualidades raras para o período, especialmente ao trazer a público a Guerra do Vietnã como ela foi. Certa vez, Stone justificou o interesse pelo tema da guerra de forma mais ampla: "Nacionalismo e patriotismo são duas das forças mais diabólicas que conheço neste ou em qualquer outro século e causam mais guerras, mortes e destruição para a alma e a vida humana do que qualquer outra coisa." Os prêmios e a consagração mostraram que o diretor estava no caminho certo e que sua interpretação do Vietnã vinha para cutucar sem fantasia uma das feridas da história americana. A certeza confirmou-se no segundo e terceiro filmes sobre o tema. Com Nascido em 4 de Julho e Entre o Céu e a Terra, Stone fornecia variados pontos de vista do conflito. No primeiro título, adaptou o livro de Ron Kovic, que descreve seu retorno para casa como um herói mutilado (interpretado por Tom Cruise) e a difícil readaptação. No filme seguinte, a intenção ganhou contornos românticos na história de uma jovem vietnamita que se envolve com um militar America no (Tommy Lee Jones).

Nem sempre as figuras reais que interessam a Stone são poderosas como os presidentes que retratou. Um exemplo foi o radialista Alan Berg, que comandava um talk show de sucesso numa rádio de Denver, Colorado (EUA), quando foi assassinado por um grupo de extrema direita, em 1984. Berg inspirou o personagem Barry Champlain (Eric Bogosian) de Talk Radio - Verdades Que Matam (Talk Radio, 1988). Em seguida, veio The Doors (1991). Sobre a ascensão e morte do cantor e líder da banda, Jim Morrison (Val Kilrner).

Outro filme de grande repercussão foi Wall Street - Poder e Cobiça (Wall Street, 1987), sobre o trabalho estressante no mercado financeiro de Nova York, uma velha e milionária raposa da Bolsa de Valores (Michael Douglas) acolhe e ensina um ambicioso aprendiz (novamente Charlie Sheen) a progredir e ganhar muito dinheiro. O pai do diretor, Louis Stone, foi um corretor de ações que fez fortuna e possibilitou ao filho freqüentar as melhores escolas. Perdeu tudo mais tarde e separou-se da mulher quando Oliver Stone era ainda adolescente. Mas, nas férias com a mãe na França, onde ela nasceu, seu pai lhe arranjou empregos de verão na área financeira. O futuro diretor tinha, assim, uma experiência pronta para levar à tela.

Neste ano, Oliver Stone, que disse que não tem pensado em se aposentar em breve, apresentou em Cannes o filme "Wall Street - O dinheiro nunca dorme" (Wall Street: Money never sleeps), sequência do sucesso de 1987. Passados mais de 20 anos da primeira parte do filme (que volta a ter como ator principal Michael Douglas) o diretor demonstrou frustração ao ver que as normas de funcionamento de Wall Street não mudaram tanto como esperava. "Pensei que o sistema seria corrigido com o tempo, mas isso não aconteceu", lamentou Stone, cujo novo filme coloca em destaque a avareza do mundo das altas finanças e que foi rodado em plena explosão da atual crise financeira mundial.
No final deste mês, o diretor virá ao Brasil para divulgar o documentário "South of the border" ('ao sul da fronteira', em português), que aborda o avanço das forças políticas de esquerda na América Latina e registra sua viagem por cinco paísas da América Latina e as conversas com os presidentes Hugo Chavez, Evo Morales, Lula, Fernando Lugo, Rafael Correa, Raul Castro, Christina Kircher e seu mario e ex-presidente Nestor Kirchner. Vale a pena assistir ao trailer abaixo.

FILMOGRAFIA
2010 - Wall Street - O dinheiro nunca dorme (Wall Street: Money never sleeps)
2009 - Ao Sul da Fronteira (South of the Border)                            
2008 - W.
2006 - As Torres Gêmeas (World Trade Center)
2004 - Looking for Fidel
2004 - Alexandre (Alexander)
1999 - Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday)        
1997 - Reviravolta (U Turn)        
1995 - Nixon
1994 - Assassinos por Natureza (Natural Born Killers)   
1993 - Entre o Céu e a Terra (Heaven & Earth)  
1991 - JFK - A pergunta que não quer calar (JFK)             
1991 - The Doors
1989 - Nascido em 4 de Julho (Born on the Fourth of July)         
1988 - Talk Radio             
1987 - Wall Street - Poder e cobiça (Wall Street)             
1986 - Platoon  
1986 - Salvador - O martírio de um povo (Salvador)
1981 - A mão (The Hand)                            
1979 - Madman of Martinique (curta)  
1974 - Seizure  
1971 - Last Year in Vietnam (curta)





quinta-feira, 20 de maio de 2010

A ESTRELA VOLTARÁ A BRILHAR

”Uma atriz não é uma máquina, mas eles te tratam como se fosse. Uma máquina de fazer dinheiro.”

Esta era a forte opinião de Marilyn Monroe, a maior estrela hollyoodiana de todos os tempos. Apesar de todos os seus filmes a retratarem como uma mulher inocente e sensual (em 1999, por exemplo, ela foi votada a mulher mais sensual do século 20 pela revista Playboy e a mulher mais sexy do mundo pela “People´s Magazine”), Marilyn não era apenas mais um rostinho bonito. Além de ser uma grande atriz, ela foi uma mulher inteligente e com muita determinação, o que a ajudou a enfrentar os muitos obstáculos para chegar ao sucesso.

E o que não falta são obras retratando sua vida fora da telona. Além de inúmeras biografias, a vida de Marilyn foi retratada em uma minissérie americana em 2001 e logo vai ter sua vida levada aos cinemas. Segundo o Total Film, o filme será baseado na biografia fictícia da atriz, “Blonde”, escrita por Joyce Carol Oates e terá como intérprete a atriz inglesa Naomi Watts (“Trama Internacional”). O longa será dirigido por Andrew Dominik (“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”), que já teria escrito uma prévia do roteiro. Segundo ele, Marilyn será retratada como “a figura central em um conto de fadas; uma criança órfã perdida na selva de Hollywood, sendo consumida por este grande ícone“. As filmagens começam em janeiro do ano que vem. Além de “Blonde”, outro filme está sendo produzido sobre a vida da atriz. O diretor de TV Simon Curtis será o responsável pelo filme “My Week With Marilyn”, que trará a atriz Michelle Williams (“A Ilha do Medo”) no papel principal.
Portanto, se em fevereiro de 1953, Marilyn foi nomeada “Mulher que mais Apareceu na Mídia no Mundo” pelo Advertising Association of the West, no século 21 ela estará mais viva do que nunca. Para você se preparar para esse lançamento imperdível, abaixo você poderá conferir um pouco da biografia da diva.

Marilyn Monroe nasceu no dia 1º de julho de 1926, em Los Angeles, Califórnia, filha de Gladys Baker. Como a identidade de seu pai era desconhecida, ela foi batizada como Norma Jeane Baker. Gladys trabalhava nos estúdios RKO como editora de filme, mas problemas psicológicos a impediram de permanecer no emprego e ela foi levada para uma instituição mental.

Norma Jeane passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, ela mudou-se para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Infelizmente, em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa Leste, e o casal não tinha condições financeiras para levar Norma Jeane, na época com 16 anos. Norma Jeane tinha duas opções: voltar para o orfanato ou se casar.

No dia 19 de julho de 1942, ela casou com Jimmy Dougherty de 21 anos, com quem estava namorando há seis meses. “Ela era uma menina doce, generosa e religiosa” disse Jimmy. “Ela gostava de ser abraçada”. Até então Norma Jeane amava Jimmy e eles estavam muito felizes juntos, até que ele entrou para a marinha e foi transferido para o Pacífico Sul em 1944.

Após a partida de Jimmy, Norma Jeane começou a trabalhar na fábrica Radio Plane Munition em Burbank, Califórnia. Alguns meses depois, o fotógrafo Davis Conover a viu enquanto tirava fotos de mulheres, que estavam ajudando durante a guerra, para a revista Yank. Ele não acreditou na sua sorte. Ela era um “sonho” para qualquer fotógrafo. Conover a utilizou para a seção de fotos e começou a lhe enviar propostas de trabalho como modelo. As lentes adoravam Norma Jeane, e em dois anos ela tornou-se uma modelo respeitável e estampou seu rosto em várias capas de revistas. Ela começou a estudar o trabalho das lendárias atrizes Jean Harlow e Lana Turner, e inscreveu-se em aulas de teatro sonhando com o estrelato. Porém, Jimmy retornou em 1946, o que significou que Norma Jeane tinha que fazer outra escolha, dessa vez entre seu casamento e sua carreira.
Norma Jeane se divorciou de Jimmy em Junho de 1946, e assinou seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946. Ela ganhava $125 por semana. Pouco tempo depois, tingiu seu cabelo de loiro e mudou seu nome para Marilyn Monroe (Monroe era o sobrenome de sua avó). O resto, como dizem, virou história.

O primeiro papel de Marilyn em um filme foi uma participação, em 1947, em Sua Alteza, a Secretária (The Shocking Miss Pilgrim). Continuou a fazer pequenas atuações e, a partir de 1950, passou a ter papéis mais influentes. No entanto, foi sua performance em Torrentes de Paixão (Niagara), 1953, que a tornou estrela. Marilyn fez o papel de Rose Loomis, uma jovem e bela esposa que planeja matar seu velho e ciumento marido (Joseph Cotten).

O sucesso de Marilyn em Torrentes de Paixão a rendeu os papeis principais em Os Homens Preferem as Louras (Gentlemen Prefer Blondes) e Como Agarrar um Milionário (How to Marry a Millionaire). A revista Photoplay votou Marilyn como melhor atriz iniciante de 1953, e aos 27 anos de idade ela era sem dúvida a loira mais amada de Hollywood.

No dia 14 de janeiro, 1954, Marilyn casou com o jogador de baseball Joe DiMaggio, em São Francisco, Califórnia. Eles namoravam durante dois anos quando Joe pediu a seu agente que organizasse um encontro para os dois jantarem e a pediu em casamento. “Eu não sei se estou apaixonada por ele ainda,” disse Marilyn à imprensa logo no início de seu relacionamento, “mas eu sei que eu gosto dele mais do que qualquer homem que já conheci”. Durante sua lua de mel em Tokyo, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coréia. A sua presença causou quase um motim, e Joe estava claramente incomodado com aqueles milhares de homens desejando sua mulher.

Infelizmente a fama de Marilyn e sua figura sexual tornaram-se um problema em seu casamento. Nove meses depois, no dia 27 de outubro de 1954, Marilyn e Joe se divorciaram. Eles atribuíram a separação a “conflitos entre carreiras”, e permaneceram bons amigos.

Em 1955, Marilyn estava pronta para livrar-se da imagem de furacão loiro. Isso tinha dado a ela o estrelato, mas agora que ela tinha a oportunidade e a experiência, Marilyn queria seguir com seriedade a carreira de atriz. Ela mudou-se de Hollywood para Nova York para estudar na escola de atores de Lee Strasberg. Em 1956 Marilyn abriu sua própria produtora, Marilyn Monroe Productions. A empresa produziu Nunca Fui Santa (Bus Stop) e O Príncipe Encantado (The Prince and the Showgirl). Esses dois filmes serviram para Marilyn mostrar seu talento e versatilidade com atriz. Marilyn foi reconhecida pelo seu trabalho em Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot), 1959, e venceu o Golden Globe de melhor atriz em uma Comédia.

Lamentavelmente, o pior aconteceu na manhã do dia 5 de agosto de 1962, aos 36 anos Marilyn faleceu enquanto dormia em sua casa em Brentwood, Califórnia. O mundo estava em choque. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos. No dia 8 de agosto de 1962, o corpo de Marilyn foi velado no Corridor of Memories, nº 24, no Westwood Memorial Park em Los Angeles, Califórnia.

Durante sua carreira, Marilyn atuou em 30 filmes e deixou por terminar Something's Got to Give. Ela foi mais do que uma estrela de cinema e rainha do glamour. Um verdadeiro furacão durante toda sua vida, a popularidade de Marilyn foi muito além de qualquer ícone. Hoje o nome “Marilyn Monroe” é sinônimo de beleza, sensualidade e glamour. Ela continua sendo uma inspiração para todos aqueles que lutam pelos seus ideais e superam os obstáculos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pede mais uma que é por minha conta...

"Gosto de pensar na vida do vinho. Como é algo vivo. Gosto de pensar no que se passou quando as uvas cresciam, como o sol brilhava, se chovia. Gosto de pensar em quem cuidou e colheu as uvas,e , se for um vinho velho, quantas dessas pessoas devem estar mortas.
Eu gosto do modo como o vinho continua a evoluir.
Se abrir uma garrafa hoje, terá um gosto diferente de outro dia em que eu a abrisse.
Porque uma garrafa de vinho está de fato viva e constantemente evoluindo e ganhando complexidade. 
Quero dizer, até chegar ao seu auge,
 como o seu 61, 
e então começa o seu contínuo e inevitável declínio.
E tem um gosto bom demais." 
Maya

Sim, ela está falando de vinho, mas ela fala dele de uma forma tão humana!
É exatamente assim que o vinho é tratado durante o filme, uma verdadeira aula de degustação.
Para os apreciadores de vinho é um prato cheio.
Pra quem não gosta de romances dramático ou meloso (meu caso!) é uma excelente pedida.
Pra quem estuda a espécie masculina, é uma mão na roda.
O filme é excelente, a história é divertidíssima e as cenas excluídas não podem deixar de ser conferidas.






Miles Raymond (Paul Giamatti) é um homem depressivo, que tenta se tornar um escritor. Miles é fascinado por vinhos e decide dar como presente de despedida de solteiro a Jack (Thomas Haden Church), seu melhor amigo, uma viagem pelas vinículas do Vale de Santa Inez, na California. Eles partem juntos na viagem, mas logo se envolvem com duas mulheres. Jack conhece Stephanie (Sandra Oh), a funcionária de uma vinícola local, que faz com que ele queira anular seu casamento, que está marcado para daqui a poucos dias. Já Miles se interessa por Maya (Virginia Madsen), uma garçonete que tem o mesmo apreço por vinho que ele.


título original: Sideways

  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 03 min
  • ano de lançamento:2004
  • site oficial:http://www2.foxsearchlight.com/sideways/
  • estúdio:Fox Searchlight Pictures / Sideways Productions Inc. / Michael London Productions
  • distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
  • direçãoAlexander Payne
  • roteiro:Alexander Payne e Jim Taylor, baseado em livro de Rex Pickett